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Uma
das mais ativas voluntárias da entidade.
De fato, aos 65 anos de idade, dona Iraci presta trabalhos de assistência à comunidade atendida pela Obras Sociais Irmã Dulce há nada menos do que cinquenta anos, sempre com a mesma alegria e total dedicação. Dona Iraci abraçou a causa quando tinha apenas quinze anos. Recém-chegada de São Félix (BA), sua terra natal, ela estudava no internato do Colégio da Providência, em Salvador, quando teve a oportunidade de visitar a própria irmã Dulce, no Convento Santo Antonio. A religiosa percebeu, imediatamente, o potencial da adolescente e convidou-a para integrar os quadros da entidade. Desde então, dona Iraci cumpre uma rotina de solidariedade, que melhorou ou aliviou a situação de milhares e milhares de necessitados. A partir das sete horas, dona Iraci já pode ser encontrada na entidade, onde, todos os dias cumpre o ritual de distribuir lanche para os doentes que aguardam atendimento no ambulatório - um gesto singelo que procura seguir os ensinamentos da religiosa. "Irmã Dulce sempre disse para nunca deixar um pobre sofrer ou ser maltratado. Tantas e tantas vezes a vi deixar de comer |
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para não deixar um pobre passando fome",
explica, emocionada.
Nesses cinquenta anos de trabalho solidário, dona Iraci fez de tudo: atuou como porteira, cuidou da limpeza e encarregou-se da higiene dos mendigos. Mas foi na cozinha que seu trabalho ganhou destaque: suas receitas fizeram tamanho sucesso que passou a preparar pratos para encomenda. E essa receita adicional foi importante para manter as atividades da própria entidade. Se os recursos financeiros são importantes para manter os trabalhos sociais, não menos importante é o empenho de voluntária como dona Iraci, que atribui sua inesgotável energia ao amor à vida e ao próximo. "Independentemente de religião, todos devem estar atentos à vida", ensina ela.
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